Dona da Louis Vuitton oferece US$ 14,5 bi pela joalheria Tiffany

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O grupo francês LVMH, dono das marcas Louis Vuitton e Givenchy ,  confirmou nesta segunda-feira interesse na joalheria Tiffany. Segundo a Bloomberg, o conglomerado francês teria ofercido US$ 14,5 bilhões pela compra da marca americana, em um negócio que expandiria a presença do conglomerado europeu no mercado de luxo americano e no segmento de joias.

O grupo fez a oferta de aquisição pela marca nova-iorquina no começo do mês, publicou a Bloomberg News no sábado, citando fontes anônimas. A proposta prevê que o acordo envolva apenas dinheiro e avalia a Tiffany em US$ 120 por ação, valor 22% maior que a cotação de fechamento de sexta-feira. As ações da Tiffany subiram para US$ 117,50 nas negociações no pré-mercado nos Estados Unidos.
Segundo as fontes, a Tiffany ainda está analisando a proposta, e nada foi fechado.

 

– A Tiffany pode se mostrar uma aquisição interessante para a LVMH, cuja penetração ainda é pequena no segmento de joas – disse Deborah Aitken, analista sênior do setor de luxo da Bloomberg Intelligence.

O segmento de marcas de joias cresce cerca de 6% ao ano, ritmo mais acelerado que o de relógios de alto padrão. Por isso, observou a analista, a compra da Tiffany ajudaria a LVMH a competir contra rivais como a suíça Richemont, dona das marcas Cartier e Van Cleef & Arpels.

Um estudo da consultoria McKinsey revelou que a LVMH representava apenas 20% do mercado de joias em 2014, um número que espera dobrar até 2020.

Caso se concretize, a aquisição seria a maior já feita pelo fundador e presidente da LVMH, Bernard Arnault, homem mais rico da Europa e cujo grupo também detém a marca de joias Bulgari, a varejista de cosméticos Sephora, os relógios Hublot e os champanhes Dom Perignon. Até então, a maior aquisição do grupo foi a Christian Dior, em 2017, por US$ 7 bilhões.

OGlobo

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