PF apura suposta propina da JBS a Vital, Renan, Jader e membros do PMDB

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A Polícia Federal está fazendo, nesta terça-feira, busca e apreensão em endereços de empresários e supostos laranjas ligados a pelo menos seis senadores e ex-senadores do MDB suspeitos de receberem propina da JBS . Entre os alvos centrais da investigação estão o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA) e Eduardo Braga (AM).

Também seria alvo da investigação o ex-senador paraibano Vital do Rêgo (PB), ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão responsável por zelar pelas contas públicas. Os senadores e ex-senadores foram alvos de intimação. Renan Calheiros deveria depor ainda hoje. Mas como está em Alagoas pediu, por intermédio do advogado, para prestar esclarecimentos em outra data ainda não definida.

— O senador nunca se negou a colaborar com qualquer investigação. Ele está a disposição da Justiça. Só não confirmamos o depoimento para hoje porque ele não está em Brasília – disse o advogado Luis Henrique Machado.

O advogado reafirmou, em nota, que o senador não é alvo de mandados de busca. As investigações tiveram origem na delação de executivos da J&F, controladora da JBS. Os senadores teriam recebido recursos da empresa durante a campanha de 2014. Os pedidos de busca foram feitos pela Procuradoria-Geral da República e autorizados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Defesa

A defesa do paraibano Vitalzinho, disse em nota na manhã desta terça-feira (5), que o ministro não foi alvo de busca e apreensão em operação da Polícia Federal. A defesa alega que o ministro recebeu apenas um solicitação de depoimento e que as informações foram usadas para confundir e impressionar a opinião pública.

 

Confira a nota

A respeito de notícia que veicula suposta “operação” tendo por “alvo” o Ministro do TCU, a defesa esclarece que foi recebida na manhã de hoje uma solicitação de depoimento, o que não configura nenhuma medida extravagante ou derivada do que alguns setores costumam chamar de “operação”, apenas para confundir e impressionar a opinião pública.

Da Redação com O Globo

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