Enfermeiro fala da emoção de se curar do Covid-19

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O enfermeiro Alexandre Ítalo Silva Leite de Andrade, que trabalha na Maternidade Frei Damião em João Pessoa, foi uma das pessoas testada positiva para Covid-19, na Paraíba, mas que já está curado da doença. Ele lembrou que o primeiro sintoma foi uma dor de cabeça. “Eu achei que fosse uma dor comum, porém por conhecer pessoas sintomáticos comecei as precauções, falei com o médico que faz parte do Programa Saúde do Trabalhador da Maternidade Frei Damião que logo me afastou e fez a história epidemiológica”, lembrou.

Alexandre Ítalo contou que no dia 21 de março começou uma fraqueza, seguida por diarreia com aumento da dor de cabeça. Começou também uma febre, logo depois vindo a tosse seca e após produtiva e voltando a ser seca. Ele disse ainda que sentiu dores no corpo, falta de apetite, sem sentir cheiro, e gosto, nariz obstruído e uma moleza que passou após os três primeiros dias de sintomas. Depois disso, a rotina foi voltando ao normal, inclusive trabalhando a parte psicológica “porque a grande mídia vem mostrando a verdade que é dura, afora as fakenews, completou.

O enfermeiro lembra ainda que procurou trabalhar a mente lendo profundamente sobre o assunto além de leituras diversas e procurando se abstrair o máximo.  Alexandre Ítalo defende que o isolamento social é fundamental para a contenção da epidemia. “Quando as pessoas estão saudáveis não tem coisa melhor, porém na doença é muito difícil pelo medo de contaminar as pessoas do convívio familiar, então nesses momento  eu decidi me isolar o máximo, e, me utilizando todo o aprendizado e recomendação da Organização Mundial de Saúde   e do Governo do Estado,  graças a Deus no final deu tudo certo, estou curado e de volta a linha de frente, pra poder fazer o que sei de melhor  que é prestar uma assistência de qualidade a quem necessita, até porque todos tem que receber uma assistência digna”, destacou o enfermeiro.

“Depois de curado, minhas orientações é para que as pessoas permaneçam no isolamento social, escutem a OMS e o Governo do Estado. Faço um apelo aos órgãos públicos que garantam a assistência mínima aos mais necessitados, e aos órgãos de controle que fiscalizem pois é inadmissível a exploração em qualquer circunstâncias e se tratando de pandemia, não se pode aumentar o preço de produtos essenciais de forma indiscriminadamente”, finalizou o enfermeiro.

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