China proíbe a entrada de estrangeiros

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A China decretou nesta quinta-feira que fechará temporariamente suas fronteiras para a maioria dos estrangeiros, mesmo aqueles com vistos de entrada ou autorização de residência válidos, devido à pandemia da Covid-19, anunciou o Ministério das Relações Exteriores. A medida, que entrará em vigor à 0h local de sábado (13h de sexta-feira no horário de Brasília) visa  evitar a reincidência da disseminação em massa do vírus no país.

 

A China, onde a pandemia do novo coronavírus começou em dezembro, na cidade de Wuhan, não registrou novos casos de transmissão local em seis dos últimos oito dias, mas o número de casos em pessoas que chegam do exterior chegou a 500. Todos os 67 casos novos relatados até o final da quarta-feira foram importados, e todos os 47 comunicados no dia anterior idem, disse a Comissão Nacional de Saúde em um comunicado emitido nesta quinta-feira. O número total de casos está em 81.285 no momento.

Mais  cedo, Pequim já havia ordenado que as companhias aéreas reduzissem drasticamente o número de vôos dentro e fora do país, pois Pequim teme que os viajantes do exterior possam reacender o surto de coronavírus que paralisou o país por dois meses.

A Administração da Aviação Civil da China (AACC) ordenou as companhias aéreas chinesas a manter apenas uma rota para qualquer país e limitar o número de voos para um por semana, a partir de 29 de março. Companhias aéreas estrangeiras também serão obrigadas a reduzir a suas rotas internacionais para a China e a operar apenas uma rota para o país.

Em comunicado, o órgão regulador afirmou que, “de acordo com a necessidade de contenção de epidemias, a AACC pode imprimir uma política para reduzir ainda mais o número total de vôos internacionais de passageiros”.

Cerca de 80% dos vôos internacionais já estavam sendo cancelados antes do anúncio, mas as companhias aéreas chinesas foram convidadas a não cortar suas rotas internacionais até o pedido feito nesta quinta-feira pela AACC.

Reforço também no Japão

O Japão, que até agora conseguiu evitar a disseminação em massa do coronavírus que atingiu a Europa e a América do Norte, também tomou novas medidas urgentes nesta quinta-feira para responder ao que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, descreveu como uma “crise nacional”, após uma onda de casos em Tóquio.

Com 47 novos casos relatados na capital, Abe proibiu a entrada de cidadãos de 21 países europeus e do Irã e criou uma nova força-tarefa para crises — um passo preliminar para declarar estado de emergência, apesar de seu governo ter dito que não havia nada planejado nesse sentido.

— Para superar o que pode ser descrito como uma crise nacional, é necessário que o estado, os governos locais, a comunidade médica e o povo ajam como um só e avancem com medidas contra infecções por coronavírus — disse Abe em um encontro da força-tarefa.

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