Justiça do Líbano proíbe Ghosn de sair do país

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BEIRUTE, 09 JAN (ANSA) – A Justiça do Líbano proibiu o ex-presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi Carlos Ghosn, alvo de um mandado de prisão da Interpol, de sair do país.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (9), logo após o executivo ter sido interrogado pelo Ministério Público em Beirute. Segundo a imprensa local, os procuradores também pediram às autoridades japonesas a íntegra das denúncias contra Ghosn.

O dirigente franco-brasileiro-libanês é acusado no Japão de ter subnotificado rendimentos e de ter desviado recursos da Nissan para fins pessoais, mas alega ser vítima de um “complô” de executivos da montadora com procuradores por causa de seus planos de aumentar a integração com a francesa Renault.

Com a proibição, Ghosn não poderá viajar ao exterior, mas, em sua coletiva de imprensa da última quarta (8), ele havia dito que não pretendia fugir para outro país – o Líbano não tem acordo de extradição com o Japão.

O executivo chegou em Beirute no fim de 2019, após ter conseguido fugir do Japão, onde estava em liberdade condicional desde abril passado. Em sua longa coletiva de imprensa na quarta, Ghosn não revelou detalhes de sua fuga. (ANSA)

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