Bolsonaro recebe lista tríplice com candidatos a substituir Dodge

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A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) entregou na tarde desta sexta-feira (5) ao presidente Jair Bolsonaro a lista tríplicecom sugestões de nomes para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, termina em setembro. Tradicionalmente, a ANPR faz uma eleição entre os procuradores e encaminha os três nomes mais votados para o presidente da República, a quem cabe a palavra final.

Dodge não se candidatou à lista tríplice, mas disse que está “à disposição” de Bolsonaro para recondução. O mandato dela começou em 2017 e acaba em setembro.

O presidente pode escolher um procurador fora da lista, se quiser. Na campanha eleitoral, no ano passado, Bolsonaro disse que não necessariamente indicaria para a PGR um nome entre os apontados pela ANPR.

A lista foi entregue a Bolsonaro pelo presidente da associação, Fábio Nóbrega. Ao deixar o Palácio do Planalto, Nóbrega disse aos jornalistas que o presidente não deu garantia de que acataria a sugestão da lista tríplice.

“O que ele [Bolsonaro] disse de maneira muito clara é que está pensando”, afirmou o presidente da ANPR. “E que sem pressa vai fazer a análise da lista”, completou.

Na eleição da ANPR, o subprocurador-geral Mário Bonsaglia recebeu 478 votos e foi o mais votado. Também compõem a lista tríplice Luiza Frischeisen, que obteve 423 votos, e Blaul Dallouol, que recebeu 422 votos.

Quem são os integrantes da lista

  • Mário Bonsaglia: Está no MPF desde 1991, já atuou como procurador regional eleitoral em São Paulo e tem doutorado em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP). Ele também apareceu entre os mais votados nas listas de 2015 e de 2017;
  • Luíza Frischeisen: Comanda o grupo responsável por coordenar a atuação dos procuradores na área criminal. Já fez parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por indicação de Rodrigo Janot;
  • Blaul Dalloul: Atuou como secretário-geral do Conselho Nacional do MP por três anos. Também foi secretário-geral do Conselho do Ministério Público da União.

G1

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